mais informações sobre liberalismo:http://www.habitus.ifcs.ufrj.br/5liberalismo.htm
sobre conflitos no oriente médio ver: http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u29.jhtm
vistar o site:http://china.tudosobre.org/
Entrada da China, principalmente a partir da década de 1990, na economia de mercado, ajustando-se ao mundo globalizado
A China é o maior produtor mundial de alimentos: 500 milhões de suínos, 450 milhões de toneladas de grãos. É o maior produtor mundial de milho e arroz.
Agricultura mecanizada, gerando excelentes resultados de produtividade
Aumento nos investimentos na área de educação, principalmente técnica
Investimentos em infra-estrutura com a construção de rodovias, ferrovias, aeroportos e prédios públicos. Construção da hidrelétrica de Três Gargantas, a maior do mundo, gerando energia para as indústrias e habitantes
Investimentos nas áreas de mineração, principalmente de minério de ferro, carvão mineral e petróleo
Controle governamental dos salários e regras trabalhistas. Com estas medidas as empresas chinesas tem um custo reduzido com mão-de-obra (os salários são baixos), fazendo dos produtos chineses os mais baratos do mundo.
Este fator explica, em parte, os altos índices de exportação deste país.
Abertura da economia para a entrada do capital internacional. Muitas empresas multinacionais instalaram e continuam instalando filiais neste país, buscando baixos custos de produção, mão-de-obra abundante e mercado consumidor amplo.
Incentivos governamentais e investimentos na produção de tecnologia.
Participação no bloco econômico APEC (Asian Pacific Economic Cooperation), junto com Japão, Austrália, Rússia, Estados Unidos, Canadá, Chile e outros países;
A China é um dos maiores importadores mundiais de matéria-prima.
Problemas
Embora apresente todos estes dados de crescimento econômico, a China enfrenta algumas dificuldades. Grande parte da população ainda vive em situação de pobreza, principalmente no campo. A utilização em larga escala de combustíveis fósseis (carvão mineral e petróleo) tem gerado um grande nível de poluição do ar. Os rios também têm sido vítimas deste crescimento econômico, apresentando altos índices de poluição. Os salários, controlados pelo governo, coloca os operários chineses entre os que recebem uma das menores remunerações do mundo. Mesmo assim, o crescimento chinês apresenta um ritmo alucinante, podendo transformar este país, nas próximas décadas, na maior economia do mundo.
Fonte: www.umuarama.com.br
Problemas atuais da China Escrito por Wladimir Pomar
Desde o início do século 21, o programa de reforma e abertura da China está sendo confrontado, principalmente, por problemas de ordem macroeconômica, social e ambiental. O ritmo de crescimento econômico estava muito acima do desejado, e as medidas para reduzi-lo de 10-11% para 6-8% ainda não haviam surtido efeito, apesar de estarem sendo tentadas desde 1999.
Os preços agrícolas domésticos na China mantiveram-se, em geral, inalterados, mas cresceram as pressões inflacionárias, decorrentes do ritmo de crescimento, sobre as matérias primas, infra-estrutura e commodities internacionais. A inflação chegou a 8,7%, no último trimestre de 2007. Além disso, a agricultura persistiu nas dificuldades para manter um desenvolvimento sustentável. E as relações entre exportações e importações, investimentos e consumo, e entre os setores primário, secundário e terciário da indústria, apresentaram sérios desequilíbrios. A poluição do ar e das águas, assim como dos solos, chegou a um patamar que pôs em evidência o alto custo do crescimento, em termos de recursos e tensão ambiental.
O desemprego atingiu a marca de 4,5%, embora tenham sido criados 51 milhões de novos postos de trabalho, entre 2002 e 2007. Problemas relacionados com a distribuição da renda, segurança social, segurança no trabalho, educação, saúde, habitação, qualidade e segurança pública foram agravados, em particular nas vastas áreas rurais chinesas. Vieram à luz, com muita ênfase, as desigualdades campo-cidade e regionais, em termos de renda, investimentos e desenvolvimento.
Além disso, a administração pública chinesa continuou se vendo às voltas com formalismo e comportamento burocráticos exagerados, e com casos de fraudes, extravagâncias, desperdícios e corrupção. Esse quadro coincidiu com o fato, mensurável, de que a economia de mercado chinesa atingiu um razoável grau de desenvolvimento. As empresas privadas, nacionais e estrangeiras, são hoje responsáveis por mais de 50% do valor total da produção industrial do país.
Para complicar ainda mais essa situação, pioraram as incertezas internacionais e os riscos potenciais que podem afetar a economia e a sociedade chinesas. Aumentaram os desequilíbrios da economia global, com a redução do crescimento mundial, expansão da crise norte-americana, queda continuada do dólar, maior competição internacional, crise nos mercados financeiros, altas dos preços das commodities agrícolas e minerais, aumento do protecionismo e dos atritos comerciais, e ocorrência de fatores políticos desestabilizadores.
Na história de quase 30 anos do programa de reformas e abertura da China, a correção e superação desse conjunto de problemas atuais talvez seja o teste mais crucial pelo qual o Estado chinês deverá passar, para demonstrar sua capacidade de interferir e evitar que as leis de ferro do mercado se imponham totalmente.
A República Popular da China Com uma população de mais de 1,32 bilhão de habitantes (a maior do planeta), a China ocupa uma superfície de 9.640.821 km² (ou 9.676.801 km², se incluído o território de Taiwan, que a República Popular da China reivindica). Sua capital é Pequim.
A República da China, Formosa ou Taiwan é um país insular do Extremo Oriente, reivindicado pela República Popular da China,
A República Popular da China situa-se na parte leste da Ásia. A China, terceiro maior país do mundo depois da União Soviética e do Canadá, é limitada ao norte pela Mongólia e pela União Soviética, a leste pela União Soviética, Coréia do Norte, mar Amarelo e mar da China Oriental; ao sul pelo mar da China do Sul, pelo Vietnã do Norte, Laos, Birmânia, Índia, Butão, Silkim, Nepal e Paquistão Ocidental; a oeste pelo Afeganistão e União Soviética.
Dois terços da China são montanhosos ou semidesérticos. A sua parte oriental é formada por férteis planícies e deltas. Há ilhas, sendo que a maior delas é Hainan, na costa meridional. Os rios principais são: Amarelo, Amur e Yu.
A China tem uma área de 9.596.961 Km2 e uma população superior a 1.300.000.000 de habitantes. Sua capital é Pequim. São cidades principais: Xangai, Pequim, Tientsin, Luta, Shenyang, Cantão, Wuhan, Harbin, Sain. 94% dos chineses são han e 11% de chuangs.
A agricultura é a base da economia. Os chineses plantam arroz, trigo, cevada, soja, painço, algodão, chá e tabaco. Há também grandes reservas de carvão, ferro, cobre, chumbo e outros minerais.
A história da China tem mais de quatro mil anos. Ela teve uma das civilizações mais velhas do mundo e, durante a Idade Média, a ciência e as artes chinesas eram mais avançadas do que as européias. Os chineses inventaram o papel, a impressão, a pólvora, e tinham grande talento para a poesia, pintura, teatro e cerâmica. Depois, sua grandeza caiu, e por muitos anos sofreu a pobreza, as revoluções e as guerras.
A “Rodada Uruguai” introduziu modestas aberturas , mas jogou as negociações definitivas para o ano 2000. Motivo óbvio: tanto EUA como a União Européia subsidiam seus produtores agrícolas e recusam-se a abrir mercados para a competição com produtos do mundo subdesenvolvido ou em desenvolvimento. Por trás dos países ricos, há um número relativamente pequeno de empresas transnacionais que determinam a agenda. O comércio entre filiais e matrizes de multinacionais representa aproximadamente 1/3 do comércio mundial, e as exportações das multis, as companhias que não são subsidiárias, delas cobrem outro terço.
Essa concentração de poder econômico pode limitar a concorrência, reduzindo os ganhos para os consumidores e economias nacionais. Não abriu lugar à mesa de negociações para os consumidores, que tanto podem ser as vítimas como os beneficiários da globalização.
As “Terceiras Culturas” são um conjunto de práticas, conhecimentos, convenções e estilos de vida que desenvolvem de modo a se tornar cada vez mais independentes dos Estados-Nação. Formam se em diversas áreas e colocam em conflito idéias em que as vítimas periféricas têm apenas duas alternativas: deixar-se subjugar ou erguer forças para evitar sua incorporação à modernidade ocidental.
Se encontra em curso uma nova etapa da internacionalização. Não há dúvida de que o mundo e cada vez mais percebido como um lugar; não há dúvida que as culturas nacionais geram uma cultura global, em que os indivíduos dos quatros cantos do planeta podem se reconhecer; não há dúvida de que essa cultura global surge da intensificação dos contatos entre povos e civilizações vinculados à expansão econômica e técnica.
fonte:http://www.artigosbrasil.com.br/11178/o-que-e-globalizacao-o-que-e-globalizacao.html
http://pt.shvoong.com/social-sciences/1672863-que-%C3%A9-globaliza%C3%A7%C3%A3o/
Existem diversas definições, variando do ponto de vista de cada um.
Existem diversas definições, variando do ponto de vista de cada um. Segundo alguns, a explicação mais didática está no teorema do economista Eduardo Gianetti da Fonseca: “ O fenômeno da globalização resulta da conjunção de três forças poderosas: 1) a terceira revolução tecnológica (tecnologia ligada à busca, processamento, difusão e transmissão de informações; inteligência artificial; engenharia genética); 2) a formação de áreas de livre comércio e blocos econômicos integrados (como o Mercosul, a União Européia e o Nafta); 3) a crescente interligação e interdependência dos mercados físicos e financeiros, em escala planetária”. O jornal francês “Le Monde” discorda. Usando o termo “mundialização”, ele define globalização como sendo “ a mundialização é bem mais que uma fase suplementar no processo de internacionalização do capital industrial em curso desde faz mais de um século”. E lembra que “o comércio entre nações é velho como o mundo, os transportes intercontinentais rápidos existem a vários decênios, as empresas multinacionais prosperam já faz meio século, os movimentos de capitais não são uma invenção dos anos 90, assim como a televisão, os satélites, a informática”. O que “Le Monde” chama de “novidade” é “a desaparição do único grande sistema que concorria com o capitalismo, o comunismo soviético”. O fim do comunismo permite globalizar o capitalismo, com todas as implicações decorrentes: aumento no fluxo de comércio, de informação e de expansão das empresas multinacionais em mercados antes fechados. O especialista Anthony McGrew lista três tendências nos analistas da globalização: 1) os hiperglobalizantes – os que acham que a globalização define uma nova época na história da humanidade; 2) os céticos – os que entendem que os fluxos atuais de comércio, investimento e mão-de-obra não são superiores aos séculos passado; 3) os transformalistas – admitem que os processos contemporâneos de globalização não têm precedentes. Têm uma visão intermediária. Apontam um novo padrão de inclusão e exclusão social na economia globalizada. Não há uma definição que seja aceita por todos. Ela está definitivamente na moda e designa muitas coisas ao mesmo tempo, define uma nova era da história humana.
| Globalização é o conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas. O ponto central da mudança é a integração dos mercados numa "aldeia-global", explorada pelas grandes corporações internacionais. Os Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias para proteger sua produção da concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao capital internacional. Esse processo tem sido acompanhado de uma intensa revolução nas tecnologias de informação - telefones, computadores e televisão. As fontes de informação também se uniformizam devido ao alcance mundial e à crescente popularização dos canais de televisão por assinatura e da Internet. Isso faz com que os desdobramentos da globalização ultrapassem os limites da economia e comecem a provocar uma certa homogeneização cultural entre os países. | ![]() |
1.2 Corporações Transnacionais
A globalização é marcada pela expansão mundial das grandes corporações internacionais. A cadeia de fast food McDonalds, por exemplo, possui 18 mil restaurantes em 91 países. Essas corporações exercem um papel decisivo na economia mundial. Segundo pesquisa do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade de São Paulo, em 1994 as maiores empresas do mundo (Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo, General Motors, Marubeni, Ford, Exxon, Nissho e Shell) obtêm um faturamento de 1,4 trilhão de dólares. Esse valor equivale à soma dos PIBs do Brasil, México, Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Uruguai, Venezuela e Nova Zelândia.
Outro ponto importante desse processo são as mudanças significativas no modo de produção das mercadorias. Auxiliadas pelas facilidades na comunicação e nos transportes, as transnacionais instalam suas fábricas sem qualquer lugar do mundo onde existam as melhores vantagens fiscais, mão-de-obra e matérias-primas baratas. Essa tendência leva a uma transferência de empregos dos países ricos - que possuem altos salários e inúmeros benefícios - para as nações industriais emergentes, com os Tigres Asiáticos. O resultado desse processo é que, atualmente, grande parte dos produtos não tem mais uma nacionalidade definida. Um automóvel de marca norte-americana pode conter peças fabricadas no Japão, ter sido projetado na Alemanha, montado no Brasil e vendido no Canadá.
1.3 Revolução Tecnocientífica
A rápida evolução e a popularização das tecnologias da informação (computadores, telefones e televisão) têm sido fundamentais para agilizar o comércio e as transações financeiras entre os países. Em 1960, um cabo de telefone intercontinental conseguia transmitir 138 conversas ao mesmo tempo. Atualmente, com a invenção dos cabos de fibra óptica, esse número sobe para l,5 milhão. Uma ligação telefônica internacional de 3 minutos, que custava cerca de 200 em 1930, hoje em dia é feita por US$ 2. O número de usuários da Internet, rede mundial de computadores, é de cerca de 50 milhões e tende a duplicar a cada ano, o que faz dela o meio de comunicação que mais cresce no mundo. E o maior uso dos satélites de comunicação permite que alguns canais de televisão - como as redes de notícias CNN, BBC e MTV - sejam transmitidas instantaneamente para diversos países. Tudo isso permite uma integração mundial sem precedentes.
1.4 Desemprego Estrutural
A crescente concorrência internacional tem obrigado as empresas a cortar custos, com o objetivo de obter preços menores e qualidade alta para os seus produtos. Nessa reestruturação estão sendo eliminados vários postos de trabalho, tendência que é chamada de desemprego estrutural. Uma das causas desse desemprego é a automação de vários setores, em substituição à mão de obra humana. Caixas automáticos tomam o lugar dos caixas de bancos, fábricas robotizadas dispensam operários, escritórios informatizados prescindem datilógrafos e contadores. Nos países ricos, o desemprego também é causado pelo deslocamento de fábricas para os países com custos de produção mais baixos.
A expressão "globalização" tem sido utilizada mais recentemente num sentido marcadamente ideológico, no qual se assiste no mundo inteiro a um processo de integração econômica sob a égide do neoliberalismo, caraterizado pelo predomínio dos interesses financeiros, pela desregulamentação dos mercados, pelas privatizações das empresas estatais, e pelo abandono do estado de bem-estar social. Esta é uma das razões dos críticos acusarem-na, a globalização, de ser responsável pela intensificação da exclusão social (com o aumento do número de pobres e de desempregados) e de provocar crises econômicas sucessivas, arruinando milhares de poupadores e de pequenos empreendimentos. Concordo com a tese principal do Paul Keneddy de que a economia mundial está se tornando muito mais integrada e muito mais rica no geral, embora a criação e o gozo dessa riqueza seja muito desigual. Então, nunca fomos tão ricos, mas também nunca fomos tão desiguais. Assim, ele se pergunta: Quem são os criadores e os controladores das novas descobertas? E esta é uma excelente pergunta e um ponto de partida para nossa reflexão , fala-se tanto em globalização como algo que todos têm , dando a impressão de liberdade, integração total, de igualdade e percebo que não é bem assim. Assim sendo, entende-se como um fenônemo inevitável que tem pontos positivos e negativos, mas cujos maiores benefícios mesmo são para os paises desenvolvidos, aos paises como o nosso Brasil, a globalização, trouxe desequilíbrios e perspectivas também de um mundo mais integrado, unido. Podemos constatar este fato ao observamos o quanto se cria expectativas com a implantação de multinacionais em um pais como o Brasil, mas estas mesmas , que vem com a globalização vai exigir mão –de –obra qualificada , e ai parece que estamos voltando no tempo e vendo , os escravos na lavoura e os filhos de senhores de engenho estudando na Europa , virando doutores . O mercado globalizado exige qualificações, que a classe operaria não tem condições de ter, como falar três idiomas diferentes, e novamente percebemos um grande desequilíbrio ai, na hora de ocupar as melhores posições, nada mudou, ainda é a elite, a minoria quem pode ter acesso ao conhecimento pleno. Infelizmente a globalização, não conseguiu universalizar o conhecimento para que todos tenham as mesmas oportunidades.
Globalização tornou-se uma palavra que está em "moda", de um conceito muito amplo e
abrangente, sendo empregada em diversas ocasiões, mas nem sempre com o mesmo significado. Poderíamos conceituar esse termo de forma básica como, o conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas, onde o ponto central da mudança é a integração dos mercados numa "aldeia-global", explorada pelas grandes
corporações internacionais.
Politicamente, os Estados trabalham gradativamente nas barreiras
tarifárias para proteger sua produção da concorrência dos produtos
estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao capital internacional.
Mas economicamente estamos vendo crescer de maneira destacada o neoliberalismo, que é uma política econômica que visa a saída parcial do
Estado da economia, deixando o mercado livre, por isso é que se vê a
grande onda das privatizações existentes hoje.
Esse processo tem sido acompanhado de uma intensa revolução nas tecnologias de informação: telefones, computadores e televisão, contribuindo de forma surpreendente para
a maior integração de todo o mundo.
Alunos de geopolitica ver imagens de cartografia nesses link:
http://mathematikos.psico.ufrgs.br/disciplinas/ufrgs/mat010392k2/ens22k2/xyz/projecao.htm
Alunos de cartografia, em alguns computadores a imagens não abrirão então baixe aqui o seu programa google earth; lua e outros interessantes: http://www.baixaki.com.br/busca.asp?q=google+earth
Para representar a Terra ou um pedaço tela sobre um plano é necessário tomá-la no seu formato original ( o geóide ) e transforma-la de forma a adaptar-se ao plano do papel ( ou do meio que estiver sendo usado para a visualização, como um monitor de vídeo de computador). A partir da análise matemática da questão pode-se encontrar uma infinidade de soluções para o problema, cada uma com sua particularidade. Dentre as inúmeras soluções já encontradas, não há mais do que trinta que sejam correntemente empregadas.
As projeções são usadas para construir as quadrículas que servem para encontrar os pontos a representar. Nesse tipo de transformação a superfície acaba sempre sendo desfigurada ou alterada: o cartógrafo acaba tendo que escolher entre conservar os ângulos, manter proporcionais as superfícies ou tentar equilibrar as perdas. Podemos classificar as projeções de três maneiras:
Quando tomamos a superfície a ser projetada com centro no pólo ou paralela ao plano do equador dizemos que é uma projeção polar ou equatorial; se ela está centrada num ponto do Equador ou é paralela a um plano meridiano, ela é tranversa ou meridiana; se está centrada num ponto ou círculo qualquer da esfera, ela é oblíqua.
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Entre os principais sistemas de projeção citaremos os seguintes:



delta Y= gama/cos(gama)
A projeção é semelhante, mas a escala é variável segundo a latitude, as regiões polares acima de 75o não podem ser representadas. Nesse nível, o exagero dos comprimentos em relação ao Equador já é de 4 vezes, o que representa uma dilatação das superfícies de 16 vezes. Por outro lado, as formas geométricas são respeitadas e sobretudo as loxodormias, isto é, as rotas a seguir com compasso, são retas. A projeção de Mercator é usada para mapas marítimos e de regiões intertropicais, onde as deformações são mínimas.

Uma variante conhecida desde o século XVIII, é a projeção de Mercator transversa, num cilindro tangente ao longo de um meridiano. Um aperfeiçoamento consiste em projetar o elipsóide numa esfera que, por sua vez é projetada no cilindro: é o sistema MTU = Mercator transverso univesal ( ou UTM = Universal Transverse Mercator) que, adotado em inúmeros países, serve para a redação dos mapas de grande ou de média escala, entre os paralelos 80o N e S.
A carta imagem de Porto Alegre, base do Atlas Ambiental citado aqui, composta a partir da foto obtida pelo sensor TM-Thematic do satélite Landsat em 30 de novembro de 1994 ás 9h32min48s, está na projeção está na UTM.
Convite à Filosofia
De Marilena Chaui
Ed. Ática, São Paulo, 2000.
Introdução
Para que Filosofia?
As evidências do cotidiano
Para que Filosofia?
Ora, muitos fazem uma outra pergunta: afinal, para que Filosofia?
É uma pergunta interessante. Não vemos nem ouvimos ninguém perguntar, por exemplo, para que matemática ou física? Para que geografia ou geologia? Para que história ou sociologia? Para que biologia ou psicologia? Para que astronomia ou química? Para que pintura, literatura, música ou dança? Mas todo mundo acha muito natural perguntar: Para que Filosofia?
Em geral, essa pergunta costuma receber uma resposta irônica, conhecida dos estudantes de Filosofia: “A Filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Ou seja, a Filosofia não serve para nada. Por isso, se costuma chamar de “filósofo” alguém sempre distraído, com a cabeça no mundo da lua, pensando e dizendo coisas que ninguém entende e que são perfeitamente inúteis.
Essa pergunta, “Para que Filosofia?”, tem a sua razão de ser.
Em nossa cultura e em nossa sociedade, costumamos considerar que alguma coisa só tem o direito de existir se tiver alguma finalidade prática, muito visível e de utilidade imediata.
Por isso, ninguém pergunta para que as ciências, pois todo mundo imagina ver a utilidade das ciências nos produtos da técnica, isto é, na aplicação científica à realidade.
Todo mundo também imagina ver a utilidade das artes, tanto por causa da compra e venda das obras de arte, quanto porque nossa cultura vê os artistas como gênios que merecem ser valorizados para o elogio da humanidade. Ninguém, todavia, consegue ver para que serviria a Filosofia, donde dizer-se: não serve para coisa alguma.
Parece, porém, que o senso comum não enxerga algo que os cientistas sabem muito bem. As ciências pretendem ser conhecimentos verdadeiros, obtidos graças a procedimentos rigorosos de pensamento; pretendem agir sobre a realidade, através de instrumentos e objetos técnicos; pretendem fazer progressos nos conhecimentos, corrigindo-os e aumentando-os.
Ora, todas essas pretensões das ciências pressupõem que elas acreditam na existência da verdade, de procedimentos corretos para bem usar o pensamento, na tecnologia como aplicação prática de teorias, na racionalidade dos conhecimentos, porque podem ser corrigidos e aperfeiçoados.
Verdade, pensamento, procedimentos especiais para conhecer fatos, relação entre teoria e prática, correção e acúmulo de saberes: tudo isso não é ciência, são questões filosóficas. O cientista parte delas como questões já respondidas, mas é a Filosofia quem as formula e busca respostas para elas.
Assim, o trabalho das ciências pressupõe, como condição, o trabalho da Filosofia, mesmo que o cientista não seja filósofo. No entanto, como apenas os cientistas e filósofos sabem disso, o senso comum continua afirmando que a Filosofia não serve para nada.
Para dar alguma utilidade à Filosofia, muitos consideram que, de fato, a Filosofia não serviria para nada, se “servir” fosse entendido como a possibilidade de fazer usos técnicos dos produtos filosóficos ou dar-lhes utilidade econômica, obtendo lucros com eles; consideram também que a Filosofia nada teria a ver com a ciência e a técnica.
Para quem pensa dessa forma, o principal para a Filosofia não seriam os conhecimentos (que ficam por conta da ciência), nem as aplicações de teorias (que ficam por conta da tecnologia), mas o ensinamento moral ou ético. A Filosofia seria a arte do bem viver. Estudando as paixões e os vícios humanos, a liberdade e a vontade, analisando a capacidade de nossa razão para impor limites aos nossos desejos e paixões, ensinando-nos a viver de modo honesto e justo na companhia dos outros seres humanos, a Filosofia teria como finalidade ensinar-nos a virtude, que é o princípio do bem-viver.
Essa definição da Filosofia, porém, não nos ajuda muito. De fato, mesmo para ser uma arte moral ou ética, ou uma arte do bem-viver, a Filosofia continua fazendo suas perguntas desconcertantes e embaraçosas: O que é o homem? O que é a vontade? O que é a paixão? O que é a razão? O que é o vício? O que é a virtude? O que é a liberdade? Como nos tornamos livres, racionais e virtuosos? Por que a liberdade e a virtude são valores para os seres humanos? O que é um valor? Por que avaliamos os sentimentos e as ações humanas?
Assim, mesmo se disséssemos que o objeto da Filosofia não é o conhecimento da realidade, nem o conhecimento da nossa capacidade para conhecer, mesmo se disséssemos que o objeto da Filosofia é apenas a vida moral ou ética, ainda assim, o estilo filosófico e a atitude filosófica permaneceriam os mesmos, pois as perguntas filosóficas - o que, por que e como - permanecem.
Atitude filosófica: indagar
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